quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Corinthians: Timão centenário!

Eternamente dentro dos nossos corações. Eternidade que completa hoje seus primeiros 100 anos de uma paixão que nem o mais fanático, maloqueiro, sofredor, ou seja lá qual for a alcunha do fiel torcedor corintiano consegue explicar. Aliás, esse não é um torcedor qualquer. É o torcedor que vai até de joelhos assitir a uma partida do Timão. Como o inesquecível dia 5 de dezembro de 1976 que das quase 147 mil pessoas presentes no Maracanã, cerca de 70 mil eram corintianos que assistiram o goleiro Tobias pegar duas cobranças de pênalti e ver o Timão chegar a uma final de Campeonato Brasileiro após despachar o Fluminense.

No ano seguinte, com Palhinha, ex-Cruzeiro, sendo um dos ídolos da "Fiel", o Corinthians viveria uma de suas noites mais inesquecíveis. Pode perguntar para qualquer corintiano, tenha ele visto ou não a final, o que aconteceu no dia 13 de outubro e ele vai te responder com orgulho: "a conquista do Campeonato Paulista, um dos títulos mais importantes da história corintiana, meu, é timão!". Era o fim de quase 23 anos sem ganhar competições oficiais. Na última de três partidas, contra a Ponte Preta, o título veio com o gol de Basílio, no segundo tempo.

Em 1978, a diretoria do clube contratou Sócrates, que veio do Botafogo de Ribeirão Preto e Biro-Biro dois dos maiores ídolos da equipe do Parque São Jorge e líderes, juntamente com Wladimir, Casagrande e Zenon, do considerado maior movimento ideológico do futebol nacional: a Democracia Corintiana. Jogadores politizados, que na década de 80, tomavam decisões importantes que eram decididas pelo voto. Movimento que era um contexto inverso com a atual situação do cenário Político brasileiro que assista a decadência do Regime Militar.

Mas foi na década de 90 e anos 2000 que os torcedores do Timão puderam soltar o grito de campeão dos títulos mais importantes: Nos anos 1990, foram três títulos do Campeonato Brasileiro (1990, 1998 e 1999), 3 Campeonatos Paulistas (1995, 1997 e 1999), uma Copa do Brasil (1995) e uma Supercopa do Brasil (1991). A maior conquista do clube veio depois que um dos maiores ídolos do Palmeiras, eleito pelos corintianos como maior rival, perdeu uma penalidade máxima. Na final contra o Vasco da Gama no Maracanã, o Corinthians venceu nos pênaltis o Mundial de Clubes, em 2000, o primeiro organizado pela FIFA após Edmundo perder a cobrança. Além do contestado mundial vieram três Campeonatos Paulistas (2001, 2003 e 2009), um Torneio Rio-São Paulo (2002), um Campeonato Brasileiro (2005) e duas Copas do Brasil (2002 e 2009).

Entretanto em 2007, uma mancha na história: a pior fase da história do clube foi marcada com a queda para a série B do Campeonato Brasileiro. A queda acompanhou a saída da Media Sports Investiment (MSI), dos jogadores contratados pela empresa como Tevez, Mascherano, Roger e Gustavo Nery, os "galácticos". Com o time na série B, o clube se reestruturou dentro e fora dos gramados, com a saída do então presidente Alberto Dualib, responsável pela chegada das parcerias, e uma campanha irretocável na competição.

São poucas as linhas que tenho para descrever os 100 anos do Sport Club Corinthians Paulista. Tanto, que até agora não falei de outras figuras importantes como Rivelino, Neto, Marcelinho Carioca, Carlitos Tevez e, atualmente, Ronaldo Fenômeno. Mas são nomes, que assim como de Joaquim Ambrósio, Antonio Pereira, Anselmo Correa e Carlos Silva, fazem parte da vida do corintiano. Para descrever o torcedor do corintians, só mesmo "corintiano". Maloqueiro, sofredor, fiel é muito pouco para definir os membros da segundo maior torcida do país do futebol. Escudos, bandeiras, tatuagens, lágrimas, invasões, glórias, amor e ódio. São 100 anos que devem ser comemorados com todos esses ingredientes que fazem milhões de torcedores orarem pelos quatro quantos do Brasil: "Salve o Corinthians de tradições e glórias mil".

domingo, 29 de agosto de 2010

Internacional: A razão de ser campeão de tudo

Nenhum torcedor Colorado esquece o ano de 2002 quando os gols de Mahicon Librelato (que dias depois morreria em um acidente automobilístico) e Fernando Baiano, de falta, livraram o Internacional do rebaixamento na última rodada do Campeonato Brasileiro contra o Paysandu, em Belém. Os torcedores do Inter mal imaginavam que era o começo de uma das maiores guinadas de um clube que eu pude presenciar.

Depois que Fernando Carvalho assumiu a presidência do time gaúcho muitas coisas mudaram. Mais do que isso: o resultado de seu conhecimento do esporte, habilidade política além de grande conhecimento administrativo são as vitórias conquistadas pelo Inter, hoje, campeão de tudo. Administrativamente organizado com grande contribuição do atual presidente Vitório Piffero, o Inter conseguiu montar equipes por longo prazo e recuperar a confiança ao voltar a vencer os Gre-Nais e títulos importantes. Tamanha é a confiança, que com cerca de 100 mil associados, o Internacional possui o maior número de sócios das Américas e o sexto maior quadro social do mundo.

Dentro de campo, nomes como de Rafael Sóbis, Tinga, Clemer (campeão da Libertadores como titular da camisa 1 e também como preparador de goleiros do Colorado), Guiñazu, D'Alessandro, Renan, Nilmar, Alexandre Pato, Adriano Gabiru, autor do título mundial do Inter sobre o Barcelona em 2006 e até de Fernandão, que disputou a Libertadores pelo São Paulo nessa temporada, são alguns que fizeram do Internacional um dos clubes de melhor desempenho nos últimos anos.

O segundo caneco da Liberatores é o título da confirmação do Internacional. Reconhecimento merecido, já que tudo se deve por um trabalho bem feito. Trabalho que deve servir de exemplo para outros clubes do país e que hoje faz com que o torcedor Colorado diga em alto e bom som: sou campeão de tudo!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

História das Copas: Laranja mecânica encanta o mundo regida por Johan Cruyff

Carrossel Holandês, Futebol Total, Laranja Mecânica. O nome não importa. O que interessa é que a seleção holandesa de futebol da Copa do Mundo de 1974, realizada na Alemanha, foi protagonista de uma daquelas que considero uma das maiores injustiças da história das copas.

A seleção do genial Rinus Michels marcou história pela inteligência tática de um futebol que parecia um bando de crianças correndo atrás da bola em um campo de chão batido. Mas na verdade se tratava de um esquema de jogo muito bem dinamizado e minuciosamente treinado e ensaiado.

A junção dos rivais Ajax, base da seleção holandesa e do Feyenoord deu certo pela seqüência de jogos. De 1970 a 1973 a Holanda jogou 23 vezes com 14 vitórias, 6 empates e 4 derrotas. Foram 61 gols marcados e 15 sofridos. Nessa época as duas equipes holandesas colecionavam títulos na Europa: o Feyenoord ganhou o Campeonato Mundial Interclubes e a Copa Européia dos Clubes Campeões em 1970 e o Ajax ganhou o Mundial Interclubes em 1974, e a Copa Européia dos Clubes Campeões em 1971, 1972 e 1973. Uma união que não poderia dar errado.

É claro que não podemos esquecer dos jogadores que Rinus Michels tinha em mãos colocando a Holanda entre as maiores seleções do mundo. Suurbier, o melhor lateral-direito da Europa na época, Van Hanegen e Neeskens, especialistas no trabalho de ligação entre a defesa e ataque, Rep e Resenbrink, pontas incansáveis e na regência aquele, que na minha opinião, foi o maior jogador depois de Pelé: Johan Cruyff.

Cruyff foi o primeiro jogador que chamamos de polivalente, até por ser o maestro da seleção em que os jogadores só tinham posição durante a escalação. Marcava o adversário, tirava a bola deles, iniciava e acelerava jogadas, deixando os adversários para trás, achava espaços onde a física não permitia, chutava impecavelmente de longe, driblava fácil, cabeceava bem e foi artilheiro. Você deve estar se perguntando: então ele não tinha defeitos? Sim, caro leitor, ele tinha: não sabia jogar como goleiro.

Os apelidos surgiram por que a seleção holandesa jogava passando a bola de pé em pé com jogares sem posição fixa e com uma capacidade coletiva invejável e eficiente. Azar do Brasil, que em 1974 era atual campeão mundial e teve a Laranja Mecânica pela frente. Na época, o técnico Zagallo chegou a declarar que faria um suco com a “imensa laranja”. Em seu livro “Futebol Total” sobre a competição daquele ano, Cruyff relatou que “depois de meia hora de dificuldades sacudindo o complexo de estar à frente dos invencíveis, perdemos todo o respeito por eles e pelo que sem dúvida são e significam na história do futebol”. Resultado: 2 a 0 Holanda gols de Neeskens e Cruyff.

A grande injustiça veio na final, quando o Carrossel Holandês foi derrotado pelo não menos eficiente futebol alemão. Além de contar com a força da torcida, a Alemanha contava com grandes jogadores. Dentre eles, três se destacam: o goleiro Sepp Maier, o melhor na época, o segundo maior artilheiro da história das Copas, o centroavante Gerd Müller, e o capitão “Kaiser” Franz Beckenbauer, de futebol elegante e eficiente. Os alemães venceram por 2 a 1 e garantiram uma grande injustiça. Uma equipe com toque refinado, esquema revolucionário que demonstrava prazer de jogar futebol foi derrotado na final. Entretanto, sem dúvida nenhuma, se os alemães tivessem perdido aquela copa também estaríamos falando: que grande injustiça!

terça-feira, 18 de maio de 2010

História das Copas: Dinamáquina encanta o mundo em apenas quatro jogos

Em 1986 além do surgimento de mais um gênio do futebol, torcedores de todo mundo se renderam a uma máquina. Foram apenas quatro partidas na Copa do Mundo no México, mas a Dinamarca de Michael Laudrup, que Johan Cruyff, então técnico do dinamarquês, chegou a dizer que seria o rei da Europa na década de 90, encantou o planeta.

A Dinamarca começou a dar sinais de que poderia se sair bem na Copa em 1986, na Eurocopa de dois anos antes. A seleção fez uma boa campanha, com direito à goleada na segunda partida da primeira fase: 5 a 0 na Iugoslávia. Entretanto, perdeu na semi-final para a seleção da Espanha. Após empate no tempo normal, 5 a 4 para Espanha nas penalidades, que seria derrotada para a França na final.

Ainda desconhecida no futebol mundial, na segunda partida da primeira fase do grupo E a Dinamarca aplicou 6 a 1 no Uruguai. A partir do dia 8 de junho daquele ano a Dinamáquina entregava seu cartão de visita. Além de Laudrup, Elkjaer foi outro destaque, sendo considerado hoje um dos maiores atacantes da história da Dinamarca.

A euforia dos dinamarqueses caiu logo nas oitavas-de-final, mais uma vez contra a Espanha. Da mesma forma que o mundo ficou impressionado com o poderio bélico dos Nórdicos na primeira fase não conseguiu encontrar explicações para a vitória avassaladora da Fúria por 5 a 1 que desclassificou a Dinamáquina.

Apesar da derrota, a verdade é que a Dinamarca levou esse apelido por muitos anos e fez jus a ele na década de 90. E mesmo sem nenhum título mundial, os Nórdicos encantaram o mundo em 1986 e faz parte, com méritos, das grandes histórias das Copas.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Seleção Brasileira: Convocação de Dunga tem alguns questionamentos e unanimidades

Mesmo depois de praticamente uma semana depois da convocação da seleção brasileira, eu acredito que ainda posso opinar sobre os nossos 23 representantes na competição mais importante entre seleções, a Copa do Mundo. Foi uma semana tentando digerir a escolha que o nosso teimoso, e até então eficiente, Dunga.

Alguns jogadores são unânimes, como o goleiro Júlio César, Luis Fabiano, Lúcio, Daniel Alves e até Maicon, que passa por uma ótima fase na Inter. Surpresa mesmo, e grata surpresa, foi a presença do zagueiro Thiago Silva, um dos poucos que se salvaram no naufrágio milanês.

O que me preocupa nessa convocação é justamente 7 dos 8 jogadores convocados para o meio campo da seleção canarinho ser volantes de origem. Apenas o Kaká joga avançado. Daí vem a pergunta que todo brasileiro tem feito nos últimos dias: E se o Kaká não tiver condições de jogo, quem entra?

A melhor resposta que recebi para essa pergunta foi de Fábio Russo, que me disse a teoria do repórter João Fagiolo, da ESPN Brasil. Em conversa informal , João definiu bem: Kaká vai fazer o papel do Raí na Copa de 1994. Vai ser o galã, único meia do time, que vai para o banco depois de fazer um gol de pênalti no primeiro jogo. Agora, quem vai assumir o papel do Zinho basta escolher: Julio Baptista ou Elano.

Outra contestação foi a convocação de Grafitte. Ok, ele está arrebentando na Alemanha. Mas aqui mesmo no Brasil existem atacantes jogando melhor que ele, por exemplo Diego Tardelli. Convocar o Doni e deixar o Victor do Grêmio de fora é quase uma heresia. Gilberto, além de jogar fora da sua posição há tempos no Cruzeiro, não passa por boa fase.

Mas o grande assunto, claro, foi a não convocação de Neymar e Paulo Henrique Ganso. Concordo com Dunga, pelo menos nesse ponto, que Copa do Mundo não é hora de fazer experiências, ainda mais com dois jogadores que ainda não vestiram a camisa da seleção brasileira profissional. É inviável, para mim, pensar que o camisa 7 do Santos repetiria o feito de Pelé em 1958. Muito menos o convocaria pesando que ele seria o salvador da pátria em equipes cheias de brucutus. O garoto da Vila é novo e tem muito tempo ainda para apresentar futebol em Copas.

Já Paulo Henrique Ganso é um jogador que tem se apresentado mais preparado para a Copa. Tem personalidade, confiança e sabe a cadenciar o jogo no ritmo dele. O que ele precisaria nesse momento era, justamente, disputar uma competição no nível da Copa do Mundo. Não o colocaria como titular no meio, mas ele sentir um clima de Copa, concentração, assim como aconteceu com Ronaldo em 1994 e Kaká em 2002, seria fundamental para carreira dele.

Seleção convocada, agora é esperar que o pragmatismo e futebol sem graça do Dunga continue sendo eficiente. Já que o que importa mesmo para o brasileiro é comemorar o título na final. Oremos!

História das Copas: Mais um capítulo do futebol africano na competição

A Copa do Mundo da África do Sul neste ano acontece para cravar a participação de países africanos em Copas. Esse ano serão seis seleções do continente disputando o maior torneio de seleções, um número recorde. Além da África do Sul, sede do torneio, disputarão Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Argélia e a seleção de Camarões, equipe africana que mais participou de Copas do Mundo.

O primeiro país representando a África em uma Copa do Mundo aconteceu em 1974, na Alemanha. Ao vencer o Campeonato Africano de Nações, que naquela época era classificatório para o Mundial, o Zaire (atual República Democrática do Congo) garantiu sua vaga na competição. Pela classificação, todos os jogadores receberam como prêmio do governo do país, casa e automóvel.

Os Leopardos enfrentaram o Brasil no dia 22 de junho daquele ano e perderam por 3 a 0 em jogo válido pela primeira fase da competição. Derrota, aliás, foi característica marcante da equipe africana na Copa. Na primeira partida, o Zaire perdeu por 2 a 0 para a Escócia. Entretanto, a segunda derrota foi a mais acachapante: 9 a 0 para a Iugoslávia que conseguiu o primeiro lugar no grupo graças ao saldo de gols, já que Brasil (classificado em segundo) e Escócia também ficaram com 4 pontos.

Apesar de não ter marcado nem um gol durante a campanha, não ter conseguido marcar pontos, além de o governo ter confiscado dos jogadores os prêmios ganhos pela classificação depois da péssima campanha, os Leopardos abriram espaço no mundial de futebol para equipes como Camarões.

Aliás, os Leões Indomáveis merecem uma atenção a parte. Eles foram a grande surpresa do mundial de 1990. Liderados pelo experiente e decisivo Roger Milla, os camaroneses surpreenderam a Argentina, atual campeã mundial na época, e venceu por 1 a 0 no jogo de abertura da copa com gol de Omam-Biyik. Além dos hermanos, o Camarões venceram a Romênia por 2 a 0 e a Colômbia, por 2 a 1, todos os gols marcados por Milla.

O segundo gol contra os colombianos, inclusive, marcou história. O camaronês roubou a bola do folclórico René Higuita, que havia dominado a bola na intermediária de defesa e marcou o tento que garantiu a vitória. A odisséia dos Leões Indomáveis acabou na derrota por 3 a 2 para Inglaterra pelas quartas-de-final, em um jogo sensacional com viradas dos dois lados.

Depois disso, a seleção camaronesa não foi mais a mesma. Em 1994, quando fez parte do grupo do Brasil, o craque Roger Milla, com 42 anos, foi o jogador mais velho a marcar um gol em um jogo de Copa de Mundo. O gol de honra, na goleada sofrida por 6 a 1 diante da Rússia.

Em 1998, a seleção mandou mal novamente e foi lanterna do grupo A, liderados pela Itália e Chile, respectivamente. No mesmo grupo, a Áustria, que voltada a disputar uma Copa do Mundo após oito anos, também não obteve sucesso e foi eliminada. Esse ano uma grande expectativa para a atuação dos Leões que tem como principal jogador o atacante Samuel Eto’o, jogador da Inter de Milão, que com 29 anos pode participar de sua última Copa do Mundo. Além dele, Pierre Webó, do Mallorca, Geremi, do Newcastle, Lauren, do Portsmouth e o capitão Song Bahang são outros destaques podem transforma os Camarões novamente em Leões Indomáveis.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Dia do Goleiro: Pelo menos um dia eles tem que comemorar

A velha máxima do futebol já diz tudo: “Onde o goleiro pisa não nasce grama”. Quase que uma reza, uma maldição dessa posição que tanto sofre pela ingratidão dos boleiros. Nada mais justo que eles tenham, pelo menos, um dia para ser lembrado. E hoje, dia 26 de abril é o momento de parabenizá-los. Esqueça o frango em uma partida importante, uma reposição mal feita que gerou um contra ataque e o gol adversário ou aquela barreira que serviu de referência para o cobrador da falta em vez atrapalhar. Dê os parabéns para o goleiro do seu time!

O Dia do Goleiro começou a ser comemorado em 1975, idéia do tenente Raul Carlesso e do capitão Reginaldo Pontes Bielinski professores da Escola de Educação Física do Exército do Rio de Janeiro. A partir de 1976, definiu-se como o dia “oficial” a data de 26 de abril, em uma homenagem ao goleiro Manga, que na época era campeão brasileiro pelo Internacional.

Pior do que ser o goleiro de uma equipe profissional é ter a responsabilidade nas costas de ser o maldito nas famosas “peladas”. Certa vez ouvi um relato (não me recordo de quem) glorificando a atitude santa e digna de aplausos do peladeiro que se dispõe a ser goleiro. Isso porque é o momento de glória daquele que um dia sonhou em ser um grande craque, mas as circunstâncias técnicas e do destino não permitiram.

É o drible descompromissado, o gol de letra, o chapéu no amigo perna-de-pau, a cabeçada certeira mesmo que sem querer... e mesmo assim, alguns abdicam desse prazer que só quem joga futebol sabe para ser o goleiro. E mesmo assim, esse santo que colabora com o espetáculo dos campos de várzea é execrado quando toma um frango, quando ele deveria receber um prêmio por preferir ralar o cotovelo sem ganhar nada.

Mão de pau, frangueiro, luva de quiabo, braço curto, mão de couve. Apelidos não faltam para definir o pobre camisa 1. A verdade é que sempre defendi essa raça e hoje devemos dar parabéns e agradecer a goleiros como Lev Yashin, Gordon Banks, Andrada, Barbosa, Raul, João Leite, Preud'homme, Cassilas, Zubizarreta, Júlio Cesar, Marcos entre outros que contribuíram para que os amaldiçoados pudessem rambé ser chamados de muralha. Abaixo uma singela homenagem.

História das Copas: La Mano de Dios cicatriza orgulho ferido dos argentinos

Em 1982, o governo ditatorial da Argentina considerava questão de credibilidade tomar posse das Ilhas Malvinas, arquipélagos que foram tomados em 1833 e dominados desde então pelo Reino Unido. A Guerra das Malvinas entre Inglaterra e Argentina deixou como saldo mais de 600 soldados argentinos mortos. Além disso, um golpe moral e orgulho do país país ferido.

Quatro anos depois, por capricho do esporte, os dois países se encontraram em outra batalha, mas no Estádio Azteca, na Cidade do México. O tempero geopolítico fez com que antes daquela partida, válida pelas quartas-de-final da Copa do Mundo, torcedores das duas seleções brigassem fora do estádio. Mas o que realmente chamaria atenção naquele dia 22 de junho seria a atuação do camisa 10 argentino.

Maradona chamava o jogo, iniciava as jogadas, voltava na intermediária de defesa e tentava desvencilhar da forte marcação inglesa. Mas o argentino fez muito mais que isso: marcou história. Para os hermanos valia qualquer coisa para vencer aquela partida. Até mesmo com um gol de mão. La Mano de Dios abriu o placar para a seleção argentina aos seis minutos do segundo tempo.

Quatro minutos depois o gol indescritível, em que Maradona, após pegar uma bola na intermediária defensiva, dribla toda defesa inglesa e marca o gol, que seria considerado pela FIFA anos depois, como o mais bonito e mais famoso da história das Copas. Lineker diminiu no final para os ingleses, mas ficou nisso. Argentina classificada para enfrentar a Bélgica nas semi-finais e uma das mais importantes vitórias hermanas na história das Copas.

O zagueiro Roberto Perfumo, ex-jogador do Cruzeiro, considerado um dos maiores zagueiros da Argentina e que disputou como titular as Copas de 1966 e 1974, chegou a dizer na época que o triunfo sobre os ingleses foi mais importante que o segundo título mundial argentino que seria conquistado naquele ano. Para nossos vizinhos, a cicatrização de uma ferida moral e a reverência eterna para um dos maiores jogadores que o mundo já viu jogar: Diego Armando Maradona.

La Mano de Dios



Segundo gol Argentino

domingo, 25 de abril de 2010

Futebol: Gol perdido de forma incrível!

Um dos gols mais incríveis e engraçados que já vi alguém perder na partida entre Los Angeles Galaxy e Kansas City Wizards. O placar do jogo?! Não poderia ser outro, 0 a 0. O autor da proeza foi Kei Kamara, do Kansas.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Messi: Eterno debate. Será melhor que Maradona e Pelé?

Hoje as principais manchetes dos jornais esportivos do Brasil e do mundo provam: as especulações estão de volta. Mas elas são inevitáveis, ainda mais depois de uma atuação como a de ontem, em que Messi foi comparado a um jogador de PlayStation pelo treinador do Arsenal, Arsene Wenger.

A imprensa inglesa já começa a ostentar Messi como o substituto de Maradona e de Pelé. Já aconteceu com Ronaldinho Gaúcho, na época em que também carregava a 10 da equipe catalã nas costas. Hoje ele está longe de ser o substituto de Maradona e menos ainda de Pelé.

A verdade é que a imprensa precisa ter calma e não precipitar algo que ainda está longe de acontecer. Hoje o Messi é o melhor do mundo, quase uma unanimidade essa opinião. É novo, tem tudo para se manter por muito tempo nesse patamar. Só o tempo vai nos mostrar se o atual camisa 10 do Barcelona vai ser, de fato, um novo deus na Argentina. E repito: a Copa na África do Sul pode ser um divisor de águas.

Ubiratan: brasileiro eleito para o Hall da Fama do basquete dos Estados Unidos

Em tempo: Campeão mundial com o Brasil em 1963, vice-campeão do mundo em 1970, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1964, cinco títulos sul-americanos e 11 títulos paulistas com as camisas de Corinthians, Sírio e Palmeiras.

Pelo reconhecimento da contribuição considerável ao esporte, especialmente o brasileiro, Ubiratan Pereira Marciel foi eleito na segunda-feira (5) para o Hall da Fama do basquete dos Estados Unidos.

A cerimônia que oficializa o brasileiro como membro do Hall da Fama acontecerá no dia 13 de agosto. Além dele, Dennis Johnson e Gus Johnson, veteranos da NBA, as seleções de basquete dos Estados Unidos que foram campeãs olímpicas em 1960 e 1992 também serão oficialmente incluídos.

Morto em 2002, aos 58 anos, o ex-jogador da seleção já havia sido incluído no Hall da Fama da Fiba (Federação Internacional de Basquete), em agosto de 2009. Ubiratan se tornou o segundo brasileiro a entrar para o grupo. Até então, Hortência era a única a ter conseguido o histórico feito.

Messi: Craque, gênio ou extraterrestre?

Quando os sorteios para a disputa das quartas de final da Uefa Champions League apontaram o confronto entre Arsenal e Barcelona, o francês Thierry Henry afirmou publicamente que não enfrentaria o ex-clube. Carinho e respeito pela instituição e pela torcida, evidentemente recíproco, fez com que o francês tomasse essa decisão.

Mas quem precisa de Henry ou Thierry quando se tem um ser extraterrestre no elenco? Aliás, essa foi a definição do diário espanhol “As” para tentar definir as atuações virtuais do garoto Messi. É de dar medo ver a patada que ele solta, depois da tabela quase sem querer e bizinha que o argentino faz com Silvestre, com as pernas descontroladas ao ver os dribles do ET. “É gol de Winning Eleven!”, diria um grande amigo meu.

E não importa qual seja o time: do lanterninha do Campeonato Espanhol Xerez ao Arsenal, vivo na briga do título na Inglaterra, Messi desequilibra. Melhor, encanta. Ou melhor, desvasta! É um trator sem freio. Falando em freios, cabe a pergunta: onde o futebol do argentino vai parar? O atleta tem apenas 23 anos e já está próximo à excelência. E às vésperas de uma Copa do Mundo, em que a seleção Argentina chega desconfiada depois do enfrentar um calvário nas Eliminatórias e quando o país vê suas duas maiores potências no futebol (Boca Juniors e River Plate) descendo por um barranco sem fim.

A verdade é que, hoje, Messi é o melhor jogador do mundo. Nada melhor que o título da Copa do Mundo pelos hermanos para comprovar a genialidade desse garoto que já tem o triplete (Campeonato Espanhol, Copa do Rei e Uefa Champions League na temporada 08/09) e o Mundial Interclubes no currículo.

Enquanto a Copa não chega basta esperar. Depois de devastar as estruturas dos gunners, é bom que a Inter Milão esteja com todas as saídas de emergência e alicerces bem planejados, porque o furacão Lionel Messi está chegando.