A velha máxima do futebol já diz tudo: “Onde o goleiro pisa não nasce grama”. Quase que uma reza, uma maldição dessa posição que tanto sofre pela ingratidão dos boleiros. Nada mais justo que eles tenham, pelo menos, um dia para ser lembrado. E hoje, dia 26 de abril é o momento de parabenizá-los. Esqueça o frango em uma partida importante, uma reposição mal feita que gerou um contra ataque e o gol adversário ou aquela barreira que serviu de referência para o cobrador da falta em vez atrapalhar. Dê os parabéns para o goleiro do seu time!
O Dia do Goleiro começou a ser comemorado em 1975, idéia do tenente Raul Carlesso e do capitão Reginaldo Pontes Bielinski professores da Escola de Educação Física do Exército do Rio de Janeiro. A partir de 1976, definiu-se como o dia “oficial” a data de 26 de abril, em uma homenagem ao goleiro Manga, que na época era campeão brasileiro pelo Internacional.
Pior do que ser o goleiro de uma equipe profissional é ter a responsabilidade nas costas de ser o maldito nas famosas “peladas”. Certa vez ouvi um relato (não me recordo de quem) glorificando a atitude santa e digna de aplausos do peladeiro que se dispõe a ser goleiro. Isso porque é o momento de glória daquele que um dia sonhou em ser um grande craque, mas as circunstâncias técnicas e do destino não permitiram.
É o drible descompromissado, o gol de letra, o chapéu no amigo perna-de-pau, a cabeçada certeira mesmo que sem querer... e mesmo assim, alguns abdicam desse prazer que só quem joga futebol sabe para ser o goleiro. E mesmo assim, esse santo que colabora com o espetáculo dos campos de várzea é execrado quando toma um frango, quando ele deveria receber um prêmio por preferir ralar o cotovelo sem ganhar nada.
Mão de pau, frangueiro, luva de quiabo, braço curto, mão de couve. Apelidos não faltam para definir o pobre camisa