terça-feira, 7 de junho de 2011

Ronaldo: Eu vi um Fenômeno!

Ainda muito menino eu pude ver o surgimento do “menino Ronaldo” como esbravejava o saudoso narrador Fernando Sasso. Logo de cara, com 16 anos, já aparecia como o destaque da equipe celeste. Artilheiro do Campeonato Mineiro com 22 gols e com 44 gols em 46 partidas, logo se transferiu para Europa por 6 milhões de dólares.

O PSV Eidhoven foi só o começo da história do jogador mais brilhante que pude ver atuar dentro e fora das quatro linhas. No gramado é um dos poucos que conseguiu reverências dos torcedores do Real Madrid e Barcelona e tem o respeito de Inter de Milão e Milan.

Fora de campo, foi uma das estrelas que fez o Haiti viver momentos de trégua durante guerra civil que acontecia no país vestindo a camisa da seleção brasileira. Camisa que, aliás, parecia ser a segunda pele do camisa 9.

Campeão mundial duas vezes, uma delas como o astro da seleção canarinho em uma época em que todos colocavam Ronaldo na lista dos aposentados. Mas, no fim, garantiu o último título da seleção em copas. Em 2006, em uma seleção que fracassou depois de ser considerada favorito, El Fenômeno (apelido que ganhou na época de Barcelona) foi o único que saiu vitoriso com o título de maior artilheiro da história das Copas.

Dentro glórias e polêmicas, ficaria três dias falando de Ronaldo Luiz Nazário de Lima, o “menino Ronaldo” que em pouco tempo se tornou o Fenômeno. Infeliz do goleiro Tatarusanu, que teve duas chances de entrar para história como o último goleiro a tomar um gol de Ronaldo (Como fez Diamantino Tomé Figueiredo que tomou o primeiro de centenas).

Mas há pouco vi um dos jogadores que deixaram o maior legado para o futebol brasileiro. PInturas por Barcelona, Real, Inter de Milão Cruzeiro e Seleção Brasileira contribuiram para um rico aprendizado na escola do futebol. Somado à simplicidade de alguém que veio do nada, formam esse que sempre vai ser um atleta genial. Aliás, fenômenos são raros. E vou poder para filhos e netos que vi um dos maiores da história.

domingo, 5 de junho de 2011

Campeonato Brasileiro: O que acontece com o Cruzeiro?

O Cruzeiro foi apontado – e continua sendo – como um dos favoritos ao título do Campeonato Brasileiro 2011. Não só pela manutenção dos pilares da equipe vice-campeã brasileira do ano passado, mas também pelas apresentações de gala na primeira fase da Libertadores e no Campeonato Mineiro.

Toques envolventes, a criança sempre no chão, valorização de posse de bola, defesa aparentemente intransponível e ataque eficiente era uma das características de um time que fez a torcida ressuscitar o apelido La Bestia Negra, que a equipe celeste ganhou na década de 90 e ser apontado como o franco favorito na competição sul-americana.

Mas uma partida de apatia contra o Once Caldas fez uma campanha brilhante naufragar. E pelo que eu pude perceber, nem o título mineiro de 2011 fez o Cruzeiro se reerguer. A mesma apatia, falta de precisão nos passes, bolas altas em excesso e sem direção se destacaram na partida em que o time mineiro foi derrotado pelo Fluminense, na terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

Poderia ser considerado um lampejo se não fosse a terceira partida em que o time sensação das Américas até poucos dias apresentasse um futebol de deixar o torcedor preocupado.

Mas o que acontece com o Cruzeiro? É uma pergunta muito difícil de responder. O que a gente espera é que apenas o torcedor entre na pilha do técnico do Peñarol, Diego Aguirre, que cometeu a heresia de comparar aquilo que o Barcelona faz com qualquer futebol de outra equipe no planeta.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Libertadores: A tradição entre Santos e Peñarol

A palavra tradição resume bem a final da Libertadores 2011 que comprova, mais uma vez que a competição continental não aceita qualquer um. Peñarol e Santos vão fazer uma final que recorda o auge das duas equipes na década de 1960. Da final protagonizada pelos dois, lembranças positivas para o Santos que dispensa apresentações e podendo, inclusive, parecer clichê quando pegamos o cartão de visitas (Pelé, Pepe, Mengálvio, Coutinho…).

Vale a pena lembrar o folclore dos três jogos finais entre Santos e Peñarol, sendo que o primeiro, no tradicional Estádio Centenário em Montevidéu, Coutinho se encarregou de marcar os dois tentos da vitória do Peixe por 2 a 1. Mas o jogo na (não menos tradicional) Vila Belmiro um equívoco do árbitro Carlos Robles, que escreveu na súmula que terminou a partida quando esta ainda estava em 3 a 2 para os uruguaios forçou o terceiro jogo.

Na verdade, o terceiro gol do Peñarol causou a revolta dos santistas na Vila e, mesmo sem condições de jogo (santistas reclamando de um pênalti em Coutinho e que os atacantes uruguaios teria jogado areia nos olhos de Gilmar no gol de empate, juiz alegando ter tomado uma garrafada e uma hora e meia de jogo parado), o chileno decidiu continuar a partida até os 90 minutos. Nesse tempo, Pagão fez o terceiro gol do Peixe que valeria o título. Final dos 90 minutos, torcida comemorando, volta olímpica, todos os ingredientes para comemoração.

Porém, dias depois foi divulgado que o jogo durou apenas 51 minutos e o Peñarol saiu como vitorioso. Terceira partida, Monumental de Nuñez e Buenos Aires. Tão Monumental quando o palco da finalíssima foi o futebol do Santos que sob o comando do tal de Pelé passeou sobre os uruguaios e garantiu o primeiro título da Libertadores (Méritos também ao meia uruguaio Caetano que abriu o caminho santista com um gol contra).

Mas voltando ao novo capítulo de Peñarol e Santos, podemos esperar um grande jogo na final. As semifinais emocionantes foram apenas aperitivo do que será esse clássico. Afinal, são sete títulos (cinco do Peñarol e dois santistas) em 12 finais (quatro vices da equipe uruguaia e uma do peixe). Tem como duvidar de que será uma grande final?