Carrossel Holandês, Futebol Total, Laranja Mecânica. O nome não importa. O que interessa é que a seleção holandesa de futebol da Copa do Mundo de 1974, realizada na Alemanha, foi protagonista de uma daquelas que considero uma das maiores injustiças da história das copas.
A seleção do genial Rinus Michels marcou história pela inteligência tática de um futebol que parecia um bando de crianças correndo atrás da bola em um campo de chão batido. Mas na verdade se tratava de um esquema de jogo muito bem dinamizado e minuciosamente treinado e ensaiado.
A junção dos rivais Ajax, base da seleção holandesa e do Feyenoord deu certo pela seqüência de jogos. De 1970 a 1973 a Holanda jogou 23 vezes com 14 vitórias, 6 empates e 4 derrotas. Foram 61 gols marcados e 15 sofridos. Nessa época as duas equipes holandesas colecionavam títulos na Europa: o Feyenoord ganhou o Campeonato Mundial Interclubes e a Copa Européia dos Clubes Campeões em 1970 e o Ajax ganhou o Mundial Interclubes em 1974, e a Copa Européia dos Clubes Campeões em 1971, 1972 e 1973. Uma união que não poderia dar errado.
É claro que não podemos esquecer dos jogadores que Rinus Michels tinha em mãos colocando a Holanda entre as maiores seleções do mundo. Suurbier, o melhor lateral-direito da Europa na época, Van Hanegen e Neeskens, especialistas no trabalho de ligação entre a defesa e ataque, Rep e Resenbrink, pontas incansáveis e na regência aquele, que na minha opinião, foi o maior jogador depois de Pelé: Johan Cruyff.
Cruyff foi o primeiro jogador que chamamos de polivalente, até por ser o maestro da seleção em que os jogadores só tinham posição durante a escalação. Marcava o adversário, tirava a bola deles, iniciava e acelerava jogadas, deixando os adversários para trás, achava espaços onde a física não permitia, chutava impecavelmente de longe, driblava fácil, cabeceava bem e foi artilheiro. Você deve estar se perguntando: então ele não tinha defeitos? Sim, caro leitor, ele tinha: não sabia jogar como goleiro.
Os apelidos surgiram por que a seleção holandesa jogava passando a bola de pé em pé com jogares sem posição fixa e com uma capacidade coletiva invejável e eficiente. Azar do Brasil, que em 1974 era atual campeão mundial e teve a Laranja Mecânica pela frente. Na época, o técnico Zagallo chegou a declarar que faria um suco com a “imensa laranja”. Em seu livro “Futebol Total” sobre a competição daquele ano, Cruyff relatou que “depois de meia hora de dificuldades sacudindo o complexo de estar à frente dos invencíveis, perdemos todo o respeito por eles e pelo que sem dúvida são e significam na história do futebol”. Resultado: 2 a 0 Holanda gols de Neeskens e Cruyff.
A grande injustiça veio na final, quando o Carrossel Holandês foi derrotado pelo não menos eficiente futebol alemão. Além de contar com a força da torcida, a Alemanha contava com grandes jogadores. Dentre eles, três se destacam: o goleiro Sepp Maier, o melhor na época, o segundo maior artilheiro da história das Copas, o centroavante Gerd Müller, e o capitão “Kaiser” Franz Beckenbauer, de futebol elegante e eficiente. Os alemães venceram por 2 a 1 e garantiram uma grande injustiça. Uma equipe com toque refinado, esquema revolucionário que demonstrava prazer de jogar futebol foi derrotado na final. Entretanto, sem dúvida nenhuma, se os alemães tivessem perdido aquela copa também estaríamos falando: que grande injustiça!
A seleção do genial Rinus Michels marcou história pela inteligência tática de um futebol que parecia um bando de crianças correndo atrás da bola em um campo de chão batido. Mas na verdade se tratava de um esquema de jogo muito bem dinamizado e minuciosamente treinado e ensaiado.
A junção dos rivais Ajax, base da seleção holandesa e do Feyenoord deu certo pela seqüência de jogos. De 1970 a 1973 a Holanda jogou 23 vezes com 14 vitórias, 6 empates e 4 derrotas. Foram 61 gols marcados e 15 sofridos. Nessa época as duas equipes holandesas colecionavam títulos na Europa: o Feyenoord ganhou o Campeonato Mundial Interclubes e a Copa Européia dos Clubes Campeões em 1970 e o Ajax ganhou o Mundial Interclubes em 1974, e a Copa Européia dos Clubes Campeões em 1971, 1972 e 1973. Uma união que não poderia dar errado.
É claro que não podemos esquecer dos jogadores que Rinus Michels tinha em mãos colocando a Holanda entre as maiores seleções do mundo. Suurbier, o melhor lateral-direito da Europa na época, Van Hanegen e Neeskens, especialistas no trabalho de ligação entre a defesa e ataque, Rep e Resenbrink, pontas incansáveis e na regência aquele, que na minha opinião, foi o maior jogador depois de Pelé: Johan Cruyff.
Cruyff foi o primeiro jogador que chamamos de polivalente, até por ser o maestro da seleção em que os jogadores só tinham posição durante a escalação. Marcava o adversário, tirava a bola deles, iniciava e acelerava jogadas, deixando os adversários para trás, achava espaços onde a física não permitia, chutava impecavelmente de longe, driblava fácil, cabeceava bem e foi artilheiro. Você deve estar se perguntando: então ele não tinha defeitos? Sim, caro leitor, ele tinha: não sabia jogar como goleiro.
Os apelidos surgiram por que a seleção holandesa jogava passando a bola de pé em pé com jogares sem posição fixa e com uma capacidade coletiva invejável e eficiente. Azar do Brasil, que em 1974 era atual campeão mundial e teve a Laranja Mecânica pela frente. Na época, o técnico Zagallo chegou a declarar que faria um suco com a “imensa laranja”. Em seu livro “Futebol Total” sobre a competição daquele ano, Cruyff relatou que “depois de meia hora de dificuldades sacudindo o complexo de estar à frente dos invencíveis, perdemos todo o respeito por eles e pelo que sem dúvida são e significam na história do futebol”. Resultado: 2 a 0 Holanda gols de Neeskens e Cruyff.
A grande injustiça veio na final, quando o Carrossel Holandês foi derrotado pelo não menos eficiente futebol alemão. Além de contar com a força da torcida, a Alemanha contava com grandes jogadores. Dentre eles, três se destacam: o goleiro Sepp Maier, o melhor na época, o segundo maior artilheiro da história das Copas, o centroavante Gerd Müller, e o capitão “Kaiser” Franz Beckenbauer, de futebol elegante e eficiente. Os alemães venceram por 2 a 1 e garantiram uma grande injustiça. Uma equipe com toque refinado, esquema revolucionário que demonstrava prazer de jogar futebol foi derrotado na final. Entretanto, sem dúvida nenhuma, se os alemães tivessem perdido aquela copa também estaríamos falando: que grande injustiça!