Durante toda semana surgiram explicações, teorias, conspirações e fórmulas matemáticas para tentar explicar o motivo das cobranças de pênalti espaciais da seleção brasileira nas quartas-de-final da Copa América contra o Paraguai. Confesso que já vi as imagens dos lançamentos ao espaço e, até agora não vi, nada diferente da incompetência.
Os próprios jogadores da escrete canarinho se contradizem. Enquanto alguns deles teimam em colocar a culpa no judiado gramado – gramado?! – do estádio Ciudad La Plata, o zagueiro Thiago Silva assumiu que bateu mal a penalidade. O arqueiro Júlio Cesar, inspirado no remake de O Astro disse no início da preparação para a competição: “Se formos para os pênaltis nessa Copa América, nós estamos...” (As reticências você troca pelo que quiser).
Não precisa ser o protagonista da regravação ou ter bola de cristal para saber que a tragédia já estava anunciada. Bastava ver um treinamento da seleção nos primeiros dias de preparação na Argentina para saber que aquele equipamento de couro nos pés dos brasileiros seria, assim que houvesse disputa por penais, transformado em um Objeto Voador não Identificado. E foi o que o goleiro percebeu.
Acho cedo para crucificar alguém pelo desastre que aconteceu nessa Copa América. Mas o sinal de alerta está ligado para o técnico Mano Menezes. Um ano no comando do Brasil e nenhuma vitória sobre seleções tradicionais. Pior que isso, é perceber que a renovação proposta pela CBF e cobrada por torcedores e mídia não tem apresentado evolução tática – palavra da moda entre corneteiros e especialistas.
A receita? Difícil falar. Fácil é perceber que a cada dia a camisa amarela tem representado mais pompa do que futebol. Mais fama do que o velho clichê do “coração na ponta da chuteira”. É importante que nossos representantes nos gramados olhem para trás e respeite aqueles que contribuíram para que o futebol brasileiro ostente hoje as cinco estrelas que estão bordadas no peito. Quem sabe dessa forma, muitos deles vão poder entender o motivo da amarelinha pesar tanto.
Em tempo: Paraguai e Uruguai fazem a final da Copa América. Porem, parabéns à Venezuela que meteu duas bolas na trave paraguaia por duas vezes, pressionou e acertou quatro pênaltis. Interessante a evolução venezuelana. Lamentável a pancadaria no final. E pênalti é competência. Que diga o Paraguai.
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