E a odisseia de Mano Meneses no comando da seleção brasileira continua. Mais um jogo marcado pela ineficiência e displicência dos jogadores em quem, os sempre confiantes torcedores da seleção canarinho despejaram tanta esperança. Mais dois gols para contabilizar os míseros cinco tentos em 2011.
A dupla de zaga que tinha tudo para ser intransponível com Lucio e Thiago Silva estava perdida. Mais para o Monstro de Milão – que falhou no primeiro gol paraguaio – e menos para o capitão da escrete nacional. E depois da bateção de cabeça da zaga não tem como julgar o goleiro Júlio Cesar.
Os laterais da seleção de Mano representam bem a ineficiência da seleção brasileira. Mesmo com um meio campo congestionado pelos paraguaios que fixavam duas linhas de quatro quando o Brasil estava com a bola, eles não se apresentavam como opção para furar o bloqueio. Quando apareciam, eram pífios. Daniel Alves, para celebrar o mau futebol entregou o segundo gol.
No meio, Ramires e Lucas Neiva tinham alguns lampejos. E mesmo depois da insistência do ex-jogador do Cruzeiro que culminou no primeiro tento brasileiro, os dois volantes revezavam em fazer bobagem.
Mesmo com o gol, Jadson não pode ser titular. Lucas ou Elano, que pouco fez quando entrou, mas estava no ritmo do samba desafinado da seleção. Ganso é diferente. Não o isentando de culpa, mas foi o dono dos passes para os gols do Brasil. Falta acostumar um pouco mais com a camisa 10 amarelinha para ser o maestro do grupo. Poucos toques na bola e eficiência. Esse é o caminho.
Contudo, a grande estrela, a maior esperança em quem todos depositavam esperança parece que ainda vai demorar a ficar pronto. Fominha, inventando demais, Neymar continua sendo muito aquém ao menino do Santos que desequilibrou na Libertadores. Claro que depois das atuações na competição continental, do marketing sobre o camisa onze e do assédio de um dos maiores clubes do mundo, o que faltam são brucutus na cola dele. Mas errar na cara do gol e inventar moda em momento decisivo... não, não, obrigado!
Alexandre Pato me surpreendeu na primeira partida. Na partida de hoje, o rendimento caiu. Porém, pode ser um jogador importante durante a competição. Fred, mesmo contestado, fez o gol que salvou o Brasil, então, sem falar mal dele hoje.
Contra o Equador, só a vitória interessa diria um poeta dos gramados. E não é só para garantir vaga na próxima fase. É para garantir que os brasileiros não passem a olhar a seleção de Mano – e o próprio comandante – com desconfiança.
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