A palavra tradição resume bem a final da Libertadores 2011 que comprova, mais uma vez que a competição continental não aceita qualquer um. Peñarol e Santos vão fazer uma final que recorda o auge das duas equipes na década de 1960. Da final protagonizada pelos dois, lembranças positivas para o Santos que dispensa apresentações e podendo, inclusive, parecer clichê quando pegamos o cartão de visitas (Pelé, Pepe, Mengálvio, Coutinho…).
Vale a pena lembrar o folclore dos três jogos finais entre Santos e Peñarol, sendo que o primeiro, no tradicional Estádio Centenário em Montevidéu, Coutinho se encarregou de marcar os dois tentos da vitória do Peixe por 2 a 1. Mas o jogo na (não menos tradicional) Vila Belmiro um equívoco do árbitro Carlos Robles, que escreveu na súmula que terminou a partida quando esta ainda estava em 3 a 2 para os uruguaios forçou o terceiro jogo.
Na verdade, o terceiro gol do Peñarol causou a revolta dos santistas na Vila e, mesmo sem condições de jogo (santistas reclamando de um pênalti em Coutinho e que os atacantes uruguaios teria jogado areia nos olhos de Gilmar no gol de empate, juiz alegando ter tomado uma garrafada e uma hora e meia de jogo parado), o chileno decidiu continuar a partida até os 90 minutos. Nesse tempo, Pagão fez o terceiro gol do Peixe que valeria o título. Final dos 90 minutos, torcida comemorando, volta olímpica, todos os ingredientes para comemoração.
Porém, dias depois foi divulgado que o jogo durou apenas 51 minutos e o Peñarol saiu como vitorioso. Terceira partida, Monumental de Nuñez e Buenos Aires. Tão Monumental quando o palco da finalíssima foi o futebol do Santos que sob o comando do tal de Pelé passeou sobre os uruguaios e garantiu o primeiro título da Libertadores (Méritos também ao meia uruguaio Caetano que abriu o caminho santista com um gol contra).
Mas voltando ao novo capítulo de Peñarol e Santos, podemos esperar um grande jogo na final. As semifinais emocionantes foram apenas aperitivo do que será esse clássico. Afinal, são sete títulos (cinco do Peñarol e dois santistas) em 12 finais (quatro vices da equipe uruguaia e uma do peixe). Tem como duvidar de que será uma grande final?
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Libertadores: A tradição entre Santos e Peñarol
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