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domingo, 24 de abril de 2011

Futebol: Comercial e o bom exemplo para o renascimento do Nacional

 

Na época em que morei em Ribeirão Preto acompanhei de perto a rotina do Comercial, recém chegado à série A1 do Campeonato Paulista depois de 25 anos fora da elite do certame do Estado. Eram nítidas – e muitas – as dificuldades que eram superadas com trabalho.

Cheguei a sentir em uma das minhas idas ao estádio Palma Travassos, o cheiro de queimado por conta de “torcedores” do Leão do Norte que colocaram fogo na loja que fica próxima à entrada principal da Joia de Concreto.

Acompanhava o trabalho do presidente Rangel Scandiuzzi desde 2009, ano em que o atual gestor, Nelson Lacerda propôs a parceria com o time de Ribeirão Preto. Ambicioso, em entrevistas às rádios Globo, CBN e 79, Lacerda prometia o Comercial na Serie A1 do Paulista no centenário.

Por mais que a vaga na A2 tenha sido “comprada”, com a vitória do Guarani sobre o Rio Preto por 4 a 2 o clube garantiu a disputa da elite do Paulistão no ano que vem. O que se via no time do Comercial, até então, eram jogadores pulando do barco mesmo depois de pré-contratos assinados, boatos sobre a venda do patrimônio do clube e dificuldade, até mesmo, para disputar a Copa Paulista, competição nos mesmo moldes da Taça Minas Gerais.

Tal situação me faz lembrar bastante a situação do Nacional, em Uberaba, que apesar da tradição em competições do Estado tenta se reerguer. Muitas foram as tentativas, mas nesse ano, com uma diretoria sólida, o Naça dá sinais de que surgirá das profundezas. No entanto, autoridades privadas ou públicas, é necessário apoio.

Mas não moral, financeiro. Tal ressurgimento do Bafo de Ribeirão Preto só foi possivel com alicerce monetário muito bem cimentado. Salários em dia, bichos, promoções para torcedores. Daí aparecem boas campanhas, torcida em campo e comprando camisas. Dinheiro no caixa, credibilidade, patrocínio. Por fim, elite Paulista de novo.

A receita é simples, mas não é fácil de executar. Até por isso, parabéns ao Comercial e a todos os comercialinos. Esses, que uma hora dessas, nem querem saber de receita. Só comemorar.